Eu não sou mais jornalista?

Para ler ouvindo: Be Yourself – Audioslave

Esses dias tive o alívio prazer de ler o desabafo da Catarina Barbosa, do Manual dos Focas, sobre o dilema que persegue (ou já perseguiu) grande parte dos jornalistas que se enveredam pelos caminhos da web: será que estou perdendo a minha essência de jornalista? O coleguinha do online que sonhava com hardnews e nunca passou por essa crise existencial que atire a primeira pedra! Fase superada, vem o vício pelo trabalho, difícil se imaginar fazendo outra coisa. Mas, gostei tanto do artigo que publico aqui, para reflexão.

Artigo: Eu não sou mais jornalista?
Por Catarina Barbosa, da equipe Manual dos Focas, em 10/03/2011

Você já parou para pensar que tipo de jornalista você se encaixa ou que tipo de jornalista você quer ser? O mercado abre um leque de possibilidades para a profissão: tem jornalista cultural, político, setorizado no mercado financeiro, assessores de imprensa (sim, eles são jornalistas), entre outros.

Quando me formei, eu queria ser repórter. O meu primeiro estágio, coincidentemente, foi como repórter em uma rádio, então – na época – tinha certeza de que era isso que eu queria. E eu não sonhava em ser qualquer tipo de repórter. Eu queria ser repórter de factual. Assim, eu estaria em contato com todo tipo de jornalismo. Hoje, passaram-se quatro anos desde o meu primeiro estágio e eu sou Analista de Mídias Sociais, em uma agência de publicidade paraense. Além disso, escrevo para uma revista chamada Leal Moreira, faço a revista do Banco da Amazônia e também a da Caixa de Assistência dos Advogados.

Em outras palavras, não sou repórter de hardnews. Pensei várias vezes no que poderia ter dado errado. Se eu tinha realmente feito as escolhas certas. Comecei a trabalhar com mídias sociais, porque é o que eu pesquiso academicamente, mas ao longo do tempo, pensei estar perdendo a minha essência de jornalista.

Conversando com um professor sobre o meu dilema, de ser jornalista das mídias sociais (categoria, que até então não existia), ele disse: “O mercado não precisa de jornalistas, publicitários ou marqueteiros. O mercado procura um profissional multi. Em alguém que saiba fazer um pouco de tudo. Quem não se atualizar, está fora”.

De prontidão, achei que ele estava exagerando ou – no mínimo – sendo amigo, já que eu estava cheia de dúvidas. Entretanto é notório que quanto mais conhecimento você tiver, mais possibilidade terá de inserção no mercado. Acredito que o interessante para quem está começando é aproveitar as oportunidades. Eu trabalhei em rádio, TV, impresso, assessoria e revista. Teoricamente, todas as áreas do jornalismo.

Sendo assim, a minha dica de jornalista fora do eixo, é que se você estiver na faculdade experimente tudo o que tiver curiosidade e se possível o máximo de áreas possíveis, porque depois disso, você irá apenas por em prática o que aprendeu. Assumindo suas próprias decisões, sejam elas boas ou não. E sinceramente, o que um jornalista aprende em redação ou assessoria é útil em qualquer área de uma empresa, seja ela real ou virtual.

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